Publicado por: awbuch | 16 agosto, 2007

Documentário – Streddling the Fence – Thomas L. Friedman – Parte 3

Quando ele foi para o lado Palestino, encontrou um cidadão na rua que disse que todo dia ele tem que passar de um lado para o outro do muro, pois o muro foi construído entre os palestinos, entre suas casas e a universidade. Uma pessoa que demorava 3 km agora leva 14 km para chegar à escola. Outro aspecto negativo para os palestinos, é que têm que passar por muitos postos de controles para irem de uma cidade para outra.

Israel construiu o muro com o intuito principal de acabar ou tentar diminuir o número de atentados terroristas em seus territórios. Em Qalqilya, uma cidade que antes era muito bem vista pelos judeus, a interação ocorria de forma tranqüila e leve. A cidade foi cercada por cercas e muros. Foram separados de tudo e de todos. A cidade está assim cercada e Friedman durante uma entrevista com o prefeito, pergunta se de alguma forma a população se pergunta o porquê este muro está sendo construído e se eles já pararam para pensar, que de certa forma este muro está sendo construído pelo Hamas. O prefeito responde dizendo que existem extremistas em sua sociedade e que se trabalharem juntos, podem conter isso. Esta afirmação que o prefeito faz é um tanto quanto questionável. Israel vem tentando há anos negociar e conversar para que trabalhem juntos e resolvam esta questão de terrorismo, este diálogo por parte de Israel sempre ocorreu e do lado palestino estava sendo cada vez mais difícil. Logo, quando Israel não viu mais saída para conter os ataques, resolveu construir o muro. É muito cômodo afirmar que devem trabalhar em conjunto para resolver o problema agora, pois quando Israel quis resolver não viu resposta positiva do lado palestino. Todos falam, poucos agem, Israel não está ali para brincadeira nem para ir atrás de discursos maravilhosos, Israel está ali para resolver sua questão de sobrevivência. O prefeito ainda diz que construir um muro e punir a todos não é a saída. Ele reclama que antes os israelenses iam à cidade para fazer compras e hoje não vão mais. A cidade está fechada. E isto está criando um ódio maior na população palestina. E de certo modo diz o prefeito, com este muro, pode-se estimular mais e mais jovens a se explodirem, e a causa disso é o muro. Se formos analisar esta afirmação, pode-se perceber que é infundada. Hoje, já existem muitos e muitos terroristas suicidas, não é o muro que fará a diferença de ter um pouco a mais ou um pouco a menos, porém contra fatos não existem argumentos. Hoje é notório e que os atentados terroristas no território de Israel, diminuíram bastante. Logo, o muro está resolvendo o problema. Negociações virão sim, mas não podemos pensar que um acordo pacífico ocorreria sem este muro, isto está notório nesta afirmação do prefeito.

Ao entrevistar futuros terroristas, é possível entender um pouco a mente deles e o porquê agem desta forma. O primeiro futuro terrorista diz que não há emprego na Palestina, não há perspectiva de vida do lado palestino e com isso não dá vontade de viver. Relatos e fatos mostram que a autoridade palestina tem dinheiro sim, porém o problema está quando vão aplicar, a corrupção é grande no governo e os governantes por lá vivem muito bem, porém policiais e outros trabalhadores ficam até seis meses sem receber. Esta situação do lado palestino não justifica uma ação contra Israel, se explodindo e levando vários com eles, eles têm que cobrar o governo deles, não o governo israelense. A passagem deles para sair e entrar dos territórios é dificílima. Ele se pergunta quem deu o direito de colocar a Palestina entre muros. Friedman afirma que é possível entender até aqui que o motivo são os homens bombas, e se eles param, Israel tira o muro.

O segundo diz que é humilhante viver neste contexto, pois, uma vez, quando foi passar por uma fronteira, onde se encontram muitos soldados que o revistaram, teve que tirar a camisa e a calça, lá havia mulheres por perto. Os soldados o acharam suspeito. É muito difícil viver nesta situação, isto é inegável. Você atravessar uma rua e ser barrado para ser revistado, é desagradável, porém, a motivação para uma mudança positiva tem que vir em grande parte dos governantes palestinos, enquanto isto não ocorre, Israel está usando de seus meios para se defender. O exército israelense é um exército de defesa “Israel Defence Forces”. Esta lá para defender o Estado.

Fala também que todos os jovens são futuros “mártires” com suas sentenças ainda não executadas. Deve-se pensar que são dois estados diferentes, com governos diferentes. Não se deve pensar que Israel é totalmente culpado, está somente cuidando de seu povo, e o outro lado deveria fazer o mesmo.

Thomas Friedman pergunta se a culpa é somente dos israelenses, ele diz que o Hamas explode um ônibus, Israel vai e ataca os culpados na Palestina. Quando isso tudo vai acabar, pergunta ele. O último terrorista diz que isso nunca vai acabar. E diz que quando Israel ataca, diz que tem que se atacar de novo e não ficar só assistindo.


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: